Maria de Fátima Pires

mariadefatimaMaria de Fátima Pires, 53 anos de idade, nasceu na cidade de Braço do Norte, região sul do Estado. Filha de florianopolitanos, com 9 anos se mudou para a capital. “Tive uma infância maravilhosa. Subindo em árvore, soltando pipa, nadando, pegando berbigão. Adoro a ilha”.
De uma família de oito irmãos, Fátima fez sua vida escolar em Florianópolis. Estudou no Colégio Getúlio Vargas e depois fez o científico no Instituto Estadual de Educação. Em 1984 ingressou na UFSC, no curso de ciências sociais. “Queria ter uma visão geral do mundo. Lendo uma apostila que dava informações sobre os cursos me identifiquei com esse. Se fosse para fazer uma outra graduação eu faria de novo”.
Em maio do ano seguinte ela entra para o quadro de funcionários da universidade como datilógrafa. Atualmente Fátima se diz uma técnica em administração frustrada. “A competência da universidade no trato para o técnico-administrativo deixa a desejar, principalmente no que se trata de carreira”.
A trabalhadora explica que vai se aposentar enquadrada como nível médio mesmo tendo formação administrativa em gestão universitária e graduação em ciências sociais. “Naquela época eu já tinha nível superior e a universidade não me enquadrou como sendo de nível superior. Muitos colegas não se enquadraram e outros tantos se enquadraram sem ter direito”, conta.
Ela diz que atualmente há estímulo do MEC para que os trabalhadores continuem os estudos, fazendo mestrado, doutorado. “Isso é uma conquista da nossa greve, que foi muito forte, mudando o plano de carreira. Na minha época era diferente. Quanto menos culto melhor era para a instituição. Só obedecíamos e executávamos”.
A trabalhadora explica que gostaria muito de ter sido diretora de um centro de ensino na instituição mas por causa da falta de reconhecimento os TAEs não podem pois não há progressão na carreira. “Porque não? Poderia ser uma direção conjunta com um técnico na administração e um professor na parte de ensino”.
Outra coisa que incomoda a trabalhadora é a falta de respeito da instituição com o meio ambiente interno. Segundo ela, a universidade está destruindo suas árvores, bosques, plantas nativas. “Onde o homem passa eles colocam pedrinhas. No outro dia colocam cimento ao invés de colocarem uma rosa. Acho que não tem uma política para o meio ambiente. Vejo muitas coordenadorias de meio ambiente mas na prática é só destruição”. Ela já denunciava essa destruição em 1989 quando escreveu o artigo ‘A Mãe Natureza pede socorro’.
A trabalhadora reclama da construção de prédios sem planejamento, onde os prédios mais antigos não são conservados e os prédios novos tem projetos arquitetônicos diferentes. “A universidade abre cursos novos, coloca gente para trabalhar e não prepara o ambiente. Eles são jogados, não há estacionamento, logística para recebe-los”.
Ela gosta da atenção que os voluntários dão aos cães que vivem pelo campus da universidade. “Quando eu cheguei aqui eles estavam com sarna, subnutridos e morrendo. Houve uma melhoria significativa envolvendo estudantes, professores e técnico-administrativos, para melhorar a vida dos animais como os cães, gatos e pássaros”.
Sobre o sindicato ela conta que sempre foi atuante participando dos atos, assembleias. “Sempre converso com os colegas sobre a importância de um sindicato. Eu acho que o pouco que temos em termos de lutas devemos ao sindicato. Sem ele o servidor seria muito mais sacaneado pelo MEC, pela universidade”.
Quando não está trabalhando Fátima gosta de ir ao cinema, de assistir desenho animado, andar pelo centro da cidade, curtir a família.
Fátima está concluindo seu período de trabalhadora na universidade. Vai se aposentar em fevereiro de 2014. Explica que vai sentir saudades dos muitos amigos que fez na universidade. Pensa em atuar como monitoria voluntária no Colégio Getúlio Vargas e fazer cursos como de cabeleireira, culinária, envolver com ONG. “Não me vejo ficando em casa esperando a morte chegar. Tenho muita coisa para fazer”.

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