11/06/2019

Trabalhadores da UFSC vão reforçar greve geral da próxima sexta-feira

Em assembleia geral na manhã desta terça-feira (11/6) os trabalhadores técnico-administrativos em Educação da UFSC discutiram a conjuntura política de luta contra a retirada de direitos da classe trabalhadora e defenderam a superação das divergências entre os integrantes do movimento sindical em favor do fortalecimento de ações conjuntas, como a greve geral contra a reforma da Previdência, prevista para a próxima sexta-feira (14/6). A mesa da Assembleia da manhã de hoje foi coordenada por Celso Ramos Martins, Cláudio Roberto Silvano e Maria Aparecida Martins, todos da direção do SINTUFSC.

Durante a assembleia, os delegados enviados à plenária nacional da Fasubra fizeram o relato das discussões travadas em Brasília no último final de semana, quando foi reforçado o foco nas atividades da paralisação nacional prevista para dia 14. Os trabalhadores discutiram as estratégias para o fortalecimento da luta contra a aprovação da PEC 06/2019, que acaba com o caráter solidário da Previdência Social. O maior mérito do Governo tem sido, conforme a análise de conjuntura feita na assembleia, a unificação do movimento, que juntou trabalhadores e estudantes contra os cortes na Educação e a reforma da Previdência.

A próxima assembleia geral da categoria para avaliar o movimento e preparar a continuidade da luta foi convocada para o dia 26 de junho, quarta-feira, a partir das 14 horas, também no hall da Reitoria I. Às 17h30 de quinta-feira, véspera da paralisação, haverá assembleia geral universitária no hall da Reitoria I, chamada pelo comando unificado do movimento.

Os trabalhadores também aprovaram durante a assembleia uma manifestação de solidariedade à família e ao povo do Haiti pelo brutal assassinato do trabalhador Kerby Tingue, imigrante haitiano de 32 anos, ocorrido no dia 3 de junho em frente a uma boate em São José, na Grande Florianópolis. Além de manifestarem sua indignação com o crime, os trabalhadores presentes à assembleia esperam que as autoridades policiais apurem os fatos e levem os culpados a pagarem pelo que fizeram de maneira tão vil. Conforme a matéria divulgada pelos Jornalistas Livres (clique aqui) o crime ocorreu por motivo xenófobo, racista e preconceituoso contra um imigrante negro.

Foi comunicada a iniciativa da APG-UFSC em realizar uma oficina gratuita de bateria com objetivo de preparar os trabalhadores para as manifestações da greve geral. Para participar, basta trazer seus instrumentos e conhecimentos e assim contribuir para fortalecer ainda mais as lutas que estão por vir, com arte e politização. Segundo os organizadores, nos atos de rua, palavras de ordem dão o tom da manifestação e dialogam com a população. Ao acompanhar as palavras de ordem, a bateria dá ritmo à manifestação, puxa os cantos e treme as ruas com suas notas musicais. Uma bateria bem ensaiada e organizada muda a cara do ato, dá vida às frases de protesto e impõe peso à manifestação, sendo anúncio da passagem da população que luta por seus direitos.

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