03/04/2019

Em reunião, sindicato trata de situação de trabalhadores do HU

A direção do SINTUFSC manteve na tarde desta quarta-feira (3/4) uma reunião no Hospital Universitário (HU-UFSC) para tratar de questões pontuais que preocupam os trabalhadores e usuários daquela unidade hospitalar, relacionadas à sobrecarga de trabalho na Clínica Médica II e à situação da Emergência Pediátrica. Além dos trabalhadores do hospital e do coordenador geral do sindicato, Celso Ramos Martins, participaram do encontro o reitor Ubaldo Cesar Balthazar, a  superintendente do HU, professora Maria de Lourdes Rovaris, a responsável pela chefia de Enfermagem, Silvana Alves Benedet, e a representante do Coren (Conselho Regional de Enfermagem), Mariana Zabotti da Silva, responsável pela fiscalização.

Há dois anos o HU passou a ser administrado pela EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), que realizou concurso público e já conta com pessoal contratado para atender no hospital da UFSC. A chefia de Enfermagem relatou que ao longo do ano passado recebeu pessoal para recompor a força de trabalho junto à clínica médica, que acabou equacionada ao final do ano mas acabou voltando a enfrentar déficit de pessoal. Após manter reunião com o pessoal do Coren, ficou estabelecida uma nova margem para atender a legislação. A superintendente do HU disse que foram reforçadas as equipes noturnas e que a administração busca solucionar as demandas internamente, através de diálogos com as equipes.

O reitor explicou que recentemente esteve em reunião em Brasília com os demais gestores das universidades federais, em agenda com o novo presidente da EBSERH, quando cobrou mais atenção às demandas do HU. Segundo ele, o hospital da UFSC foi um dos últimos do País a aderirem ao controle da empresa, sob o compromisso expresso em contrato de dez anos de a instituição permanecer pública e 100% de seu atendimento prestado através do Sistema Único de Saúde (SUS).

Quanto à possibilidade de fazer hora plantão por parte dos trabalhadores da emergência pediátrica, Maria Rovaris disse que os servidores poderão cumpri-las em outros setores do hospital. Disse também que a emergência pediátrica não deixou de funcionar apesar dos danos causados pela chuvas no verão e que comprometeram o telhado do prédio, que está passando por reformas. Segundo ela, a unidade não está fechada, mas trabalhando de forma referenciada, atendendo pacientes encaminhados por outras unidades da rede de saúde. Explicou que a emergência não será fechada e deve voltar a atender de portas abertas logo após a conclusão das obras, em cerca de 30 dias. A superintendente disse que o hospital passou a contar com reforço de pessoal na equipe de engenharia, o que tem ajudado nos projetos e na readequação dos espaços utilizados.

Ela explicou também que os órgãos fiscalizadores, como Coren, Vigilância Sanitária e o Conselho Regional de Medicina têm acompanhado o cronograma das obras e sua adequação ao atendimento das crianças. A superintendente destacou que os problemas estruturais no HU também são agravados pelo fato do projeto arquitetônico dos prédios ser dos anos 60, dificultando as adequações a serem feitas com as demandas crescentes do hospital com atendimento ao público e a necessidade de manutenção.

A advogada do sindicato, Luciana Meller, também esteve presente e fez uma pequena intervenção para esclarecer as dúvidas dos trabalhadores quanto aos procedimentos necessários para efetivar medidas judiciais contra a redução ou retirada dos adicionais de insalubridade. Segundo ela, os atingidos devem procurar a assessoria jurídica do SINTUFSC para ingresso de ação, muitas vezes em caráter individual, pois cada caso tem suas peculiaridades. Ela reiterou as orientações prestadas pelo sindicato. Em dezembro passado o sindicato também esteve no HU para tratar do assunto com a direção e os trabalhadores.

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