28/03/2019

Reajuste de plano de saúde é abusivo, diz coordenador do sindicato

A direção do SINTUFSC vem acompanhando com preocupação a questão do reajuste no plano de saúde contratado pela Universidade junto à Unimed e oferecido aos trabalhadores técnicos e docentes da UFSC com subsídio oficial. O assunto que mais assusta a todos é a proposta do reajuste dos valores cobrados dos usuários, colocada na mesa pela empresa prestadora do serviço, inicialmente de 24,12% em abril e que acabou sendo reduzida para 19,35% e adiada para aplicação do reajuste a partir do mês de maio. Enquanto isso, a administração da Universidade prorrogou por cinco meses o contrato com a Unimed e assumiu o compromisso de abrir num prazo de 30 dias a licitação para a contratação de um novo plano de saúde a ser oferecido aos servidores da instituição. 

O coordenador geral do sindicato, Celso Ramos Martins, participou de uma reunião na sede da Prodegesp antes da decisão tomada pela administração. Para o coordenador, mesmo com a redução do índice inicial o reajuste continua sendo abusivo e ele considera inaceitável a forma que querem implantar o aumento. “O servidor está sem qualquer correção desde o último reajuste no valor do plano, em 2017. Não há orçamento familiar que consiga suportar aumentos muito acima da inflação. Principalmente numa época em que sofremos com um congelamento dos salários dos trabalhadores das Universidades”, diz o coordenador, que não vê motivos para otimismo, uma vez que os salários da categoria seguem congelados.

“Tomara que a empresa que vencer a licitação consiga oferecer preços compatíveis com o bolso dos trabalhadores da UFSC. Quanto maior a concorrência melhor para os usuários do plano. Foi isso que fizemos ao firmar convênio com outra operadora de plano de benefícios, oferecendo alternativas aos trabalhadores e seus familiares”, destacou Celso, que não descarta conversar com outras empresas para aumentar o leque de prestadores de serviços para atender à demanda dos seus filiados. “Claro que o cenário seria outro se houvesse preocupação dos governos em promover o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. Como a situação atual do SUS é preocupante, as pessoas buscam alternativas, pois com saúde não se brinca, muito menos se espera”, diz o coordenador do sindicato.

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