13/03/2019

Dia de Paralisação reúne trabalhadores na Reitoria da UFSC

Na manhã desta quarta-feira (13/3), terceiro dia após o retorno do ano letivo na UFSC, os estudantes que foram até a Biblioteca Central (BU) encontraram nas portas um aviso de que o setor estava fechado devido ao Dia de Paralisação aprovado pela categoria. A BU foi um dos setores em que os técnico-administrativos em Educação da Universidade cruzaram os braços para reforçar a mobilização dos trabalhadores, que estiveram reunidos no hall da Reitoria para fazer a defesa do reajuste da categoria, que sofre com salários defasados, além de manifestar a posição contrária aos ataques à aposentadoria com o projeto de mudanças das regras da Previdência Social. A paralisação também foi um ato de solidariedade às vítimas do descaso dos responsáveis pelo rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, e do incêndio do centro de treinamento do Flamengo, no Rio, tragédias que resultaram na morte de trabalhadores que lutavam pela sobrevivência. 

Em sua manifestação, o coordenador geral do SINTUFSC, Celso Ramos Martins, fez uma retrospectiva da defasagem salarial dos trabalhadores da Universidade, defendendo a unidade para reforçar a luta e fazer com que a negociação salarial possa resultar em benefícios aos trabalhadores mesmo num cenário adverso, como a medida que congelou os investimentos oficiais por 20 anos. “Infelizmente viemos sendo prejudicados ao longos dos anos. Passamos por diversos governos e estamos aí numa situação delicada, com salários defasados em todos os níveis. Estamos com o salário congelado e à mercê de um governo que está confrontando o movimento sindical numa verdadeira queda de braço”, observou.

O coordenador do sindicato também criticou a intenção de fazer com que os trabalhadores paguem a conta dos problemas na Previdência Social. Ele reforçou a importância da luta contra a reforma previdenciária encaminhada pelo Governo Federal. Na semana que vem o hall da Reitoria voltará a ser palco de uma manifestação da categoria, atendendo orientação da Fasubra. O sindicato está chamando os trabalhadores para a realização de um ato às nove da manhã de sexta-feira (22/3) durante a programação do Dia Nacional de Luta em defesa da aposentadoria. 

Durante a roda de conversa sobre as ameaças de rompimento das barragens, Júlia May Vendrami, uma das coordenadoras do MAB (Movimento de Atingidos por Barragens) de Santa Catarina, relatou sua experiência logo após a tragédia de Brumadinho (MG), falando sobre os riscos enfrentados pela população vulnerável ao rompimento das estruturas. Além de reforçar o investimento em segurança, os trabalhadores acreditam que a reestatização da Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, privatizada em maio de 1997 – durante o governo FHC, possa melhorar o cenário, uma vez que não havia registro de acidentes desse porte na época em que a empresa era estatal. Existem cerca de 5.000 barragens no País, muitas com risco potencial de colapso, sendo 44 em Santa Catarina, que devem passar por inspeção determinada pela ANA, a agência reguladora do setor. No Estado existem 177 barragens operando, enquanto outras 288 encontram-se em construção ou em fase de estudos e licenciamento ambiental.

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