08/03/2019

Atividade no dia das mulheres debate prejuízos com reforma nas regras da aposentadoria

Na manhã desta sexta (8/3), Dia Internacional de Luta das Mulheres, o tema do debate promovido pela Coordenação do SINTUFSC no hall da Reitoria da Universidade foi o cenário de perdas dos direitos das mulheres com a proposta de mudanças na Previdência apresentada pelo Governo Bolsonaro ao Congresso no mês passado. Os trabalhos foram conduzidos por Teresinha Inês Ceccato, da Coordenação Geral do sindicato, e o debate contou com as presenças de Edileuza Fortuna (Sindsaúde), Elenira Vilela (Sinasefe/SC) e Rosângela Bion de Assis (Portal Desacato).

As integrantes da mesa fizeram um alerta sobre a importância do engajamento das mulheres na luta para barrar o que o movimento vem chamando de contrarreforma da Previdência, uma vez que a proposta apresentada quer atender aos interesses do Capital em detrimento dos trabalhadores. Um dos aspectos apontados é que o projeto tira o status constitucional da Previdência, remetendo futuras alterações na legislação previdenciária à aprovação de leis complementares, que não precisam de quórum qualificado para serem aprovadas pelo Poder Legislativo. Ou seja, a facilidade em aprovar textos infraconstitucionais por maioria simples deixaria os  trabalhadores ainda mais vulneráveis.

Os ataques contra as mulheres trabalhadoras foram a tônica dos pronunciamentos. “Com as regras que eles querem impor, as pessoas não vão conseguir se aposentar. Nessa hora vão estar chegando ao cemitério”, criticou Edileuza Fortuna, que começou sua fala com a apresentação de um vídeo (assista aqui) retratando as vítimas de violência contra a mulher (só nos primeiros dias do ano a mídia apontava 107 casos de feminicídio no País), enquanto a professora Elenira Vilela apresentou dados (clique aqui) oficiais sobre a exploração da mão de obra feminina, que recebe salários em média 40% menores do que os homens, além de serem muitas vezes submetidas à dupla jornada diante da cultura machista que sobrecarrega a mulher com o trabalho doméstico.

A jornalista Rosângela Bion de Assis, do portal Desacato, fez uma fala sobre a importância da comunicação contra-hegemônica, destacando a necessidade de consultar a fontes jornalísticas alinhadas aos interesses da classe trabalhadora. Ao final as integrantes da mesa responderam à perguntas e falas do público presente ao debate.

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