12/02/2019

Em assembleia, trabalhadores da UFSC avaliam rumos do movimento

Os trabalhadores técnico-administrativos em Educação da UFSC aprovaram nesta terça (12/02) em assembleia geral a realização de um dia de paralisação na Universidade em março, na primeira semana do retorno às aulas, para manifestar o apoio e a solidariedade às vítimas que morreram na tragédia de Brumadinho (MG) e no incêndio no alojamento do Flamengo. Na pauta da paralisação estão sendo incluídos temas como os riscos do direito dos trabalhadores à aposentadoria com a reforma da Previdência, além da necessidade de reajuste salarial para a categoria.

Para os trabalhadores da UFSC, a paralisação é uma forma de conscientizar a população que o que aconteceu nos dois casos não foi acidente, mas resultado do descaso e negligência em nome da busca do lucro a qualquer preço. A lama de rejeitos da barragem atingiu apenas trabalhadores da Vale do Rio Doce e moradores das localidades próximas, enquanto o episódio no Rio de Janeiro vitimou uma dezena de garotos que viam no futebol a única porta para ascenderem socialmente.

A ideia é levar a proposta de paralisação aos participantes da plenária nacional da Fasubra, que acontece esta semana em Brasília, para que a iniciativa tenha caráter mais abrangente e envolva as demais universidades do País. Aqui em Santa Catarina a entidade vai organizar as atividades e definiu a data da paralisação para o dia 13 de março, quarta-feira, três dias após o reinício do semestre letivo. A direção do sindicato está organizando também a realização de diversas atividades em 8 de março, para marcar a passagem do Dia Internacional das Mulheres. Vai ser montada uma tenda em frente à Reitoria da universidade para reunir a categoria a partir das nove da manhã, em programação ainda não definida.

A assembleia geral desta terça foi realizada no auditório do SINTUFSC e a mesa dos trabalhos foi dirigida por Celso Ramos Martins, Dilton Mota Rufino e Teresinha Inês Ceccato. Durante a assembleia foram escolhidos os cinco delegados para participarem da plenária nacional da Fasubra, nos próximos dias 15 e 16. Pela direção vai Dilton Rufino, e pela base Cláudio Roberto Silvano, Eduardo Luz, Maria Goretti Crozeta e Vera Lúcia Silva.

Os trabalhadores aprovaram também a participação de quatro representantes da categoria nos próximo dias 19 e 20 em São Paulo, durante o lançamento do Fórum Nacional em Defesa dos Direitos e das Liberdades Democráticas, e da Plenária Nacional da Classe Trabalhadora,  organizada pelas centrais sindicais na Praça da Sé, em São Paulo. Pela direção vai a coordenadora Teresinha Ceccato, enquanto pela base participam Isabel Maria da Silva,  Giana Carla Laikovski e Rosana de Souza.

Durante a assembleia os trabalhadores presentes aprovaram uma manifestação de apoio ao movimento dos agricultores sem-terra, atacado no fim de semana em rede nacional de televisão. Foi lida a nota emitida pelo MST, questionando a postura de falta de ética jornalística por parte da TV Record, que exibiu reportagem no último domingo deturpando o caráter do evento realizado pelo movimento sem-terrinha no ano passado, envolvendo crianças filhas de agricultores militantes junto ao MST (clique aqui e leia a íntegra da manifestação do movimento).

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