06/02/2019

Trabalhadores da UFSC querem respeito aos direitos da categoria

Em ato realizado na manhã desta quarta-feira (6) no hall da Reitoria da UFSC, os trabalhadores da Universidade fizeram mais uma vez a defesa dos direitos da categoria dos técnico-administrativos em Educação diante do atual cenário do País. “Vivemos um situação complicada e vamos precisar de muita unidade neste momento”, disse o coordenador geral do SINTUFSC, Celso Ramos Martins, ao fazer uma retrospectiva em sua fala sobre a luta histórica de mais de nove anos contra a implantação do ponto eletrônico na UFSC, desde a administração do ex-reitor Álvaro Prata. Destacou as vitórias obtidas neste período e a iniciativa do sindicato que chamou os trabalhadores para manifestações entre novembro e dezembro passado contra o ponto eletrônico e que até o momento a administração não colocou em funcionamento o equipamento em outros setores da Universidade.

Celso ressaltou que a luta contra o ponto eletrônico é uma decisão congressual dos trabalhadores filiados ao sindicato e faz parte da pauta da Fasubra, a Federação dos sindicatos dos técnico-administrativos das universidades públicas do País. O controle de frequência por meio do ponto eletrônico é considerado discriminatório pela categoria, uma vez que não contempla todo o universo de trabalhadores, deixando de fora as chefias e outras carreiras de servidores públicos. Para os trabalhadores, a Educação conta com uma complexidade que faz do ponto eletrônico um instrumento não adequado para o controle de assiduidade da categoria.

O ato chamado pela direção do SINTUFSC foi parte do Dia Nacional de Lutas encaminhado na última plenária nacional da Fasubra, realizada em dezembro do ano passado em Brasília, para manifestar a posição de contrariedade com as dificuldades impostas pela administração pública em ampliar a jornada de 30 horas para todos nas universidades do País. Um dos alvos é a instrução normativa 02, editada em setembro passado pelo Ministério do Planejamento, que centraliza as informações sobre a jornada de trabalho dos técnicos. A IN-02 cobra inclusive a reposição de horas por parte de diretores das entidades sindicais representativas de trabalhadores. “Infelizmente, essa questão poderia ter avançado mas a ex-presidenta Dilma acabou vetando a liberação sindical”, observou.

Além de defender uma postura de diálogo para negociar com a administração, o coordenador do sindicato reforçou a importância da unidade dos trabalhadores em torno da defesa da categoria, sem que a entidade ou a luta pelos direitos dos filiados seja comprometida por interesses político-partidários. O coordenador lembrou do processo de oficialização da jornada de 30 horas nos setores da UFSC, que vem sendo acompanhado por uma comissão de trabalhadores. Adiantou também que assim que a administração da universidade prestar informações sobre o andamento do processo, será convocada assembleia geral da categoria para avaliação dos encaminhamentos a serem feitos pelos trabalhadores. O coordenador também observou que a categoria tem que estar unida e atenta na luta contra a reforma da Previdência, que vai penalizar os trabalhadores ao ampliar as exigências para a concessão do direito à aposentadoria.

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