20/08/2018

Carreira deve ser construída pela base, dizem dirigentes da Fasubra

Na palestra na tarde desta segunda-feira (20), promovida pela Comissão Interna de Supervisão da Carreira (CIS-UFSC) com apoio do SINTUFSC, os integrantes da coordenação geral da Fasubra reforçaram a realidade vivida pelos trabalhadores técnico-administrativos da Universidade, que consideram o plano de carreira da categoria um verdadeiro “tabelão” sem perspectiva de crescimento e valorização funcional daqueles que fazem parte do chamado PCCTAE (Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação) instituído em 2005.

A palestra contou com a presença de José Maria Castro (Zé Maria), e Antônio Alves Neto (Toninho), da coordenação geral da Federação, além de Marillin de Castro Cunha, da Coordenação Jurídica e Relações do Trabalho da entidade e Rosângela Gomes Soares da Costa, da Coordenação da Mulher Trabalhadora. Zé Maria reforçou a importância da unidade dos trabalhadores para serem protagonistas na construção do futuro da categoria: “Quem define a carreira somos nós”.

Rosângela observou que o PCCTAE não é o mesmo plano, mas foi o possível na época, fruto de uma luta iniciada em 1978 contra as terceirizações através das fundações que surgiam nas universidades. Ela recomendou resistência e unidade dos trabalhadores para seguirem na luta e não “perderem o resto”.

O coordenador geral do SINTUFSC, Celso Ramos Martins também participou da mesa, onde deu as boas vindas aos companheiros da Fasubra e enfatizou as distorções existentes na carreira, como a criação da EBSERH nos hospitais universitários, o que para ele significa a extinção do regime jurídico único. Lembrou que o plano foi criado sob muitas divergências, e que, ao contrário dos servidores docentes, virou uma espécie de tabelão por não possibilitar a ascensão funcional. “Falar em plano de carreira sem ascensão é complicado”, disse.

Marillin ressaltou os ataques que a categoria vem sofrendo do governo Temer, como a recente portaria 193/2018, que permite a remoção de qualquer servidor para qualquer outro órgão da administração pública sem a anuência do trabalhador ou mesmo da instituição. “Com a extinção de carreiras e medidas como essa o objetivo do Governo Federal é o de implantar a terceirização e desmantelar o ensino público no País. O momento em que vivemos é o de discutir que modelo de carreira nós queremos”, afirmou ela.

Toninho destacou o papel das entidades para fazer o debate e trazer a categoria para inverter a pirâmide e discutir o modelo de universidade que ela quer. Segundo ele, vivemos em um momento impregnado do empreendedorismo, em que o servidor tem que virar chefe logo. Mais que investir na própria formação do trabalhador, ele tem que ser gerente, numa cultura de “colaborador”, reproduzindo a lógica do capital e do trabalho numa universidade pública.

O vídeo da transmissão da palestra pode ser acessado na íntegra clicando aqui. Os dirigentes da Fasubra ressaltaram estarem felizes de participar do primeiro evento em uma entidade de base desde a posse da nova direção no mês passado. Eles estão em Santa Catarina para participarem esta semana do IX Fórum Nacional das Comissões Internas de Supervisão do Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação, organizado pela CIS UFRGS, e que acontece em Garopaba, de 23 a 26 de agosto, de quinta a domingo.

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