28/05/2018

Moção de solidariedade em apoio à greve dos caminhoneiros

A Direção do SINTUFSC torna público seu apoio à greve dos caminhoneiros, que lutam com unidade, com o apoio dos diversos sindicatos e centrais sindicais, assim como da sociedade em geral. Os caminhoneiros, neste momento, fazem o enfrentamento às políticas neoliberais adotadas pelo governo Temer, desde 2016, que afetam diretamente o preço do petróleo e seu derivados, como gasolina, querosene para aviação e óleo diesel, que chegaram a um patamar que proíbe a atividade dos caminhoneiros e incide diretamente sobre o custo de vida dos brasileiros e brasileiras. Nosso apoio é para que as reivindicações sejam atendidas dentro dos marcos do estado democrático de direito.

Entendemos que a tão propagandeada crise que o País passa não acontece de maneira espontânea, ela tem uma causa bem definida. A causa da “crise” é a adoção de políticas econômicas que atendem somente aos interesses do capital internacional e nacional; que não atendem aos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, das micro, pequenas e médias empresas, que não atendem aos interesses dos pequenos e médios produtores rurais, dos que praticam a agricultura familiar como forma de garantia e qualidade de vida, necessariamente, acabam em conflitos e convulsão social. Isto vale para o Brasil ou para quaisquer país do mundo, principalmente, para os que ainda resguardam um mínimo de democracia.

A causa está diretamente ligada à nova política econômica adotada pelo governo Temer, causando impactos diretos sobre a sociedade. Em outubro de 2016 esta “nova” política econômica mudou, também, a maneira de gerenciar a Petrobrás. Antes de outubro de 2016 os produtos da Petrobrás eram regulados pelo Governo, pelo interesse estratégico para o desenvolvimento das empresas nacionais, sendo elas de qualquer tamanho. No período em que a política econômica era outra havia desenvolvimento das empresas e o mercado foi aquecido, o emprego estava garantindo, onde chegamos ao pleno emprego (em torno de cinco por cento). Então, até 2016, o preço dos derivados do petróleo, como gasolina, querosene para os aviões e o óleo diesel, eram controlados pelo Governo. Deste modo a Petrobrás cumpria sua função social, e se tornava uma das maiores do setor no mercado externo, sendo um exemplo de crescimento econômico e de produção.

Depois de 2016, como a política de preços do petróleo nacional passou a ser definido pelo mercado, não o nacional, mas pelo mercado internacional, ou seja, quando o dólar sobe o barril de petróleo brasileiro também sobe, isto fez com que o preço da gasolina e seus derivados também subam.

Com a adoção desta nova política econômica, outra política também teve lugar, a de vender o petróleo produzido e importar os combustíveis refinados. Com esta mudança a refinarias do País estão sendo sucateadas e os investimentos deixaram de ser prioridade do Governo brasileiro.

Hoje o Brasil importa óleo diesel, sendo os Estados Unidos responsáveis diretos por oitenta por cento do que o Brasil compra, isto tudo com os aumentos sendo ditados pela variação internacional do dólar americano. Então, a luta dos caminhoneiros, mesmo que muitos não tenham consciência disto, se traduz no combate a esta política perversa do Governo Federal.

Para terminar, sabemos que a crise dos combustíveis só terminará com uma Petrobrás 100% pública.

Florianópolis, 28 de maio de 2018.

Sindicato de Trabalhadores em Educação das Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado de Santa Catarina – SINTUFSC

Outras notícias

Eu sou a UFSC

Jpeg

Irajá Penha

Irajá Silveira Penha é nascido em Florianópolis e foi criado no bairro do Estreito, área continental da Capital. Ele foi o primeiro técnico em + Mais

Vida nova na UFSC

alan

Alan Lopes dos Santos

Alan Lopes dos Santos nasceu em Itajaí mas sempre residiu no município de Governador Celso Ramos. Pelo fato do pai ser trabalhador da pesca Alan mor + Mais
Sintufsc

sintufsc © todos os direitos reservados

Siga-nos:
Agência WEBi