Lauri Rodrigues de Almeida

Lauri do Trumpete

Lauri do Trumpete

Ele pintou paredes na UFSC ao longo de boa parte da vida, mas ganhou notoriedade no campus e na Capital com o seu trumpete de registro e ao chorinho que virou companheiro musical e seguem até hoje, aos 73 anos, parceiros de serestas.
Lauri Rodrigues de Almeida, o Lauri do Trumpete, no papel tem um ano a menos pois nasceu numa época em que muitas famílias numerosas e de poucos recursos esperavam chegar mais filhos para providenciar o registro civil. Na certidão ele é de 26 de abril de 1945, mas viu o mundo pela primeira vez no dia 13 de novembro.
Nascido e criado no morro do Monte Serrat, o morro da Caixa, ele cresceu na casa da família ao lado da antiga caixa d’água que dá o nome popular ao morro. Lauri é um dos filhos do seu Moacir, sapateiro e estivador no antigo porto de Florianópolis e da dona Maria Veloso, que lavava roupas pra fora como meio de criar os dez filhos após a morte do marido. O casal teve dez filhos, cinco homens e cinco mulheres.
Um dos irmãos dele, João Batista, era violonista e foi o proprietário do famoso Bar do Tião, reduto do samba de raiz no bairro Monte Verde em Florianópolis. Segundo ele, o gosto pela música veio do pai, que era violonista e ensinou ao filho mais velho a arte de tirar melodias das seis cordas. O pai era músico amador e gostava de cantar e tocar seresta na casa dos amigos do morro.
Um dia Seu Moacir deu ao filho um peixe e pediu para entregá-lo à mãe para o preparo. O sapateiro sentiu-se mal na rua e veio para casa, onde morreu na frente de Lauri e dos demais familiares aos 50 anos. Com a morte prematura do pai, quando Lauri tinha 12 anos, o menino já trabalhava para ajudar a família. Aprendiz de sapateiro, ele tinha virado auxiliar do pai na colagem de solas de sapatos.
Casado desde 1967 com dona Maria Zeli de Almeida, nascida em Antônio Carlos, Lauri conta que começou a namorar após uma tocata, em que conquistou a futura esposa. Aprendeu a tocar na banda de Amor à Arte, centenária escola de música no centro da Capital, onde entrou com 18 anos. Ele já trabalhava como pintor para ajudar no sustento da família. Estava trabalhando na reforma do prédio da faculdade de Farmácia, pintando o prédio e estava assobiando em cima do andaime quando passou um vidraceiro e gostou do que ouviu, oferecendo a ele uma vaga na escola de música.
Lauri entrou na UFSC no dia 5 de julho de 1974, como lembra de cabeça. Foi uma alegria, pois até então trabalhava com biscates. Apesar de lembrar de cabeça da data do ingresso na Universidade, Lauri não tem certeza do dia da aposentadoria, que acredita ter ocorrido há 12 anos, em 2005, após 31 anos na instituição e onde ainda tem muitos amigos. No primeiro semestre de 2017 tocou na festa de posse da diretoria do Volantes. Ele conta também ter feito parte do Samba Show da UFSC, banda criada com o incentivo de Teresinha Ceccato e que durou um ano.
Ele e a esposa têm dois filhos, o mais velho Marcelo, com 44 anos e Márcia, a mais nova, de 38 anos. Marcelo é músico como o pai, que o ensinou a tocar trombone de vara. Juntos na mesma banda eles costumam animar o carnaval na praia da Ferrugem, em Garopaba. Lauri conta que a música foi um complemento importante de renda para a família. Fonte de alegria que costuma estar estampada no sorriso e na delicadeza ao tratar com seu interlocutor, marcas registradas do comportamento deste trabalhador que faz parte da história da Universidade.

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