31/03/2017

Semana que vem haverá ato em defesa da saúde pública

Na sexta-feira da próxima semana, dia 7 de abril, serão realizados atos em defesa dos direitos em diversas cidades de Santa Catarina, com ênfase na defesa da saúde pública no País. Acontece que dia 7 é o Dia Mundial da Saúde, e que este ano tem como tema a depressão. Na última quinta-feira (30/3), durante a reunião do Fórum em Defesa dos Direitos, que contou com a presença de Teresinha Cecatto, da Coordenação Geral do SINTUFSC, um dos temas tratados foi a atividade a ser realizada em defesa da saúde, com panfletagens no centro de Florianópolis e demais cidades catarinenses.

Dia Mundial da Saúde – Mais Direitos menos depressão

O Dia Mundial da Saúde é celebrado anualmente em 7 de abril. Este ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) adotou como tema de sua campanha a depressão, transtorno que pode afetar pessoas de qualquer idade em qualquer etapa da vida. De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald Ferreira dos Santos, o CNS abraçou a causa e prepara ato na Rodoviária do Plano Piloto, em Brasília, para fazer alerta sobre a doença. Com o lema “Mais Direito, Menos Depressão”, o conselho quer chamar atenção para os ataques deferidos pelas propostas de Reforma da Previdência e Reforma Trabalhista, que tramitam no Congresso Nacional. Em nota divulgada pelas entidades, o CNS afirma entender que retirar direitos históricos dos trabalhadores pode contribuir para a evolução da doença em pessoas que já se encontram fragilizadas emocionalmente por outros motivos.

Em Santa Catarina a Frente Catarinense em Defesa do SUS (AbraSUS) é formada pelos conselhos regionais e sindicatos de diversas categorias ligadas à área da saúde. Em reunião esta semana na sede do Crefito-10, foi dado prosseguimento aos preparativos para as ações, entre elas a realização de atos no dia 7 das 10h às 13h em pontos centrais de pelo menos nove cidades do Estado: Florianópolis, Joinville, Blumenau, Criciúma, Chapecó, Lages, Balneário Camboriú e Tubarão. As atividades consistem em distribuição de abraços às pessoas e material esclarecendo a população sobre os perigos das reformas em andamento no Congresso Nacional.

Integram a Frente Catarinense em Defesa da Saúde:

Conselho Regional de Farmácia CRF-SC
Conselho Regional de Fisioterapia o Crefito-10,
Conselho Regional dos Nutricionistas – CRN10 SC,
Conselho Regional de Medicina Veterinária – Crmv/sc,
Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina – Coren/SC
Conselho Regional de Educação Física – CREF3/SC
Sindicato dos Farmacêuticos.

Locais dos atos:

Florianópolis – Terminal Central (TICEN)
Joinville – Terminal Central
Blumenau – Rua XV, em frente ao Teatro Carlos Gomes
Criciúma – Em frente à Igreja Matriz
Chapecó – Em frente à Igreja Matriz – Praça Coronel Bertasso
Lages – Em frente à Catedral
Balneário Camboriú – Praça Almirante Tamandaré
Tubarão – Calçadão

Confira  posição do Conselho Nacional de Saúde e da Abrasus (clique aqui):

Mais direitos, menos depressão

Retirar direitos dos cidadãos é um curto caminho para o surgimento ou agravamento de doenças relacionadas ao emocional de cada ser. Quando se perde benefícios conquistados há décadas e se encara uma nova realidade cheia de incertezas e inseguranças, a tendência é que o trabalhador e a trabalhadora entrem em um quadro psíquico perigoso, o da depressão.

As reformas da Previdência e Trabalhista, que tramitam no Congresso Nacional, carregam em si todos os ingredientes que podem levar milhares de trabalhadores e trabalhadoras por esse caminho. A possibilidade da perda de direitos como férias e décimo terceiro salário, por exemplo, geram ansiedade e muita preocupação na vida de quem tem a responsabilidade de cuidar de outras vidas.

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) adere à campanha proposta pela Organização Mundial de Saúde contra a depressão. Essa doença, silenciosa, afeta cerca de 350 milhões de pessoas em todo mundo. Só no Brasil, são perto de 11,5 milhões de brasileiros com esse transtorno. Ou seja, 5,8% da nossa população. Nosso país é o segundo com maior prevalência da doença nas Américas, quase igualado com os Estados Unidos, que têm 5,9% de depressivos.

Mas você deve estar se perguntando: Tudo bem, mas o que a depressão e essas reformas têm a ver com o Sistema Único de Saúde (SUS)? A resposta é simples. Se o trabalhador perde seus direitos e entra em um quadro depressivo derivado dessa perda de direitos, ele sobrecarregará o SUS, que já se encontra subfinanciado e não poderá oferecer o tratamento adequado. O ciclo é esse: Trabalhador e trabalhadora perdem direitos, entram em depressão, procura o SUS e não conseguem atendimento devido ao subfinanciamento.

E para garantir o direito à saúde, com financiamento adequado, que o CNS relança no Dia Mundial da Saúde o manifesto da Frente em Defesa do Sistema Único de Saúde (ABRASUS). O documento – assinado por parlamentares, entidades de classe e sociedade civil organizada – lista diretrizes importantes na defesa da saúde pública brasileira. A seguir, você encontra essas propostas importante para que tenhamos um SUS público, integral, universal e de qualidade.

Ronald Ferreira dos Santos
Presidente do Conselho Nacional de Saúde

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