Adelino Barbosa

Adelino

Adelino Barbosa

Aos 78 anos, Seu Adelino Barbosa esbanja saúde e vitalidade dirigindo seu automóvel Astra e visitando diariamente os amigos no campus da UFSC na Trindade, onde se aposentou em 1994 no setor de técnica operatória do Hospital Universitário. Seus 28 anos dentro da UFSC foram uma vida de alegrias e muito aprendizado, como faz questão de destacar. Ele gosta de relembrar que ingressou na Universidade em 1966, aos 28 anos, quando a antiga Reitoria ainda era na rua Bocaiúva, vindo da terra em que nasceu no Sul do Estado, no município de Imaruí, filho do Seu Oscar João e da dona Doralice.
Viúvo há 12 anos da esposa, dona Nalza, mãe de seus oito filhos (Edesio, Lúcia Helena, Geraldino, Oscar (já falecido), Márcia, Jocelena, Helena e os caçulas Elisângela e Luciano (nascidos dentro da UFSC), Seu Adelino diz que gosta mesmo é de dar uma mãozinha aos outros. “Sou chegado em ajudar”, reforça. Seu Adelino critica a falta de memória quanto às personalidades que fizeram história na universidade e que que foram esquecidos depois que morreram. Entre eles, ressalta o nome de João David Ferreira Lima, a quem ele considera “mais amigo do que reitor”. Segundo ele, o fundador e primeiro reitor da UFSC, morto em 2001, merece ter sua história relembrada.
Ele levanta cedo todo dia e uma das primeiras coisas que gosta de fazer é a tarefa de alimentar os animais, cães e galinhas que cria no terreno de casa, para depois começar sua rotina de visitar os amigos, num roteiro que inclui diariamente uma visita pela manhã ao Volantes, a associação atlética dos servidores da UFSC. Costuma presentear os outros com os ovos de sua criação.
Criado na roça de mandioca e arroz, aprendeu a caçar na localidade do Espraiado,  onde ainda hoje os parentes estão e ele costuma viajar. Seu Adelino chegou na Ilha aos 18 anos e teve vários empregos, trabalhou em matadouro e aprendeu a lidar com animais. “Sabia carnear um boi com facilidade, pois entrei como aprendiz e saí profissional”, explica.
Analfabeto, com boa cabeça como se define, ele nunca estudou mas aprendeu muita coisa na prática. Conta ter começado na universidade como servente, trabalhando no biotério. Depois virou expert em colocar para dormir os animais usados como cobaias nos laboratórios da universidade. Sentava com o responsável pelo laboratório e ele explicava como se tirava sangue de uma galinha, como se anestesiava um galo, como anestesiar um cachorro com três meses de vida.
Tanto aprendeu que num congresso acabou ajudando a colocar os animais para dormir. “Expliquei pra eles que na coxa do porco tem toucinho, não ia absorver nunca o anestésico. Aplicava na veia atrás da orelha do animal e em seguida ele dormia, colocando a língua pra fora. Fiz os nove leitões e não matei um sequer”, relembra, contando que os veterinários ficaram admirados da sua capacidade.
Seu Adelino não se considera um homem muito religioso, “mas quando eu deito, se eu não rezo eu não durmo. Se eu não fizer isso vai faltar alguma coisa”. Conta que tem orgulho dos filhos que tem e da relação carinhosa que mantêm: “Eles chegam e onde eu estiver me beijam e me pedem a benção, hoje em dia é difícil ver isso nas famílias. Você vê filho prejudicar o pai, maltratar a mãe”. Na hora do lazer, além de jogar dominó, entre seus passatempos preferidos está o de assistir partidas de futebol pela televisão, como conta ao revelar que é torcedor do Figueirense e do Santos.

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