16/09/2016

Em assembleia, categoria aprova encaminhamentos de luta

Em assembleia geral realizada na manhã desta sexta-feira (16) em frente à Reitoria da UFSC, os trabalhadores técnico-administrativos da universidade discutiram a conjuntura de ataques aos direitos da categoria e aprovaram a íntegra da resolução da plenária nacional da FASUBRA, realizada de 9 a 11 de setembro em Brasilia. O debate realizado pelas entidades junto à Federação encaminhou propostas da luta a ser desenvolvida nas bases sindicais em todos os estados do País.

Os trabalhadores debateram estratégias para fortalecer o movimento de resistência aos projetos de lei que ameaçam a retirada de direitos históricos, com ênfase ao PLP 257/2016, à PEC 241/2016 e a reforma da Previdência. A mesa dos trabalhos foi coordenada por Celso Ramos Martins, Dilton Mota Rufino e Otávio Pereira, da direção do SINTUFSC.

Entre os pontos aprovados pelos trabalhadores na assembleia está o de seguir a orientação nacional de entrar em Estado de Greve, com o objetivo de construir uma greve nacional do setor da educação rumo a uma greve geral unificada com as demais categorias. Na quinta-feira da próxima semana, dia 22, será realizado um dia de paralisação geral e haverá uma assembleia geral do SINTUFSC com início previsto para às 8 horas da manhã na tenda a ser montada em frente à Reitoria da UFSC.

Para reforçar a luta e a busca da unificação também foi aprovado o encaminhamento de realizar uma assembleia geral universitária no mesmo dia, convidando os demais segmentos da universidade como professores (APUFSC-Sindical) e estudantes (DCE). A assembleia universitária está prevista para iniciar às 14 horas, no mesmo local.

Confira os pontos da Resolução da FASUBRA:

21 de setembro – Reunião da FASUBRA com o MEC – No mesmo horário as direções das entidades de base deverão pautar nas Reitorias os temas em debate nacional com o MEC.  Apresentar a resolução da Plenária e informar a posição da categoria de construção da Greve da Educação.

22 de setembro - Paralisação Geral chamado pelas Centrais Sindicais no dia 22/09 – com atos nos estados.

29 de setembro - Fortalecer nos estados a Paralisação Nacional de 24 horas, convocada pelos sindicatos dos metalúrgicos.

Construir um Calendário de Lutas com o FONASEFE com atos unificados com categorias em campanha salarial (Bancários, Correios, Petroleiros e Metalúrgicos)  com objetivo de acumular forças e experiências RUMO À GREVE GERAL. Incorporar o movimento estudantil.
                                                                                                       
CONSTRUÇÃO DA GREVE GERAL COMEÇANDO PELA EDUCAÇÃO

1. Propor ao ANDES, SINASEFE e entidades estudantis uma reunião da educação federal para discutirmos a possibilidade da greve do setor da educação federal para o mês de outubro.
2. Seguir fazendo o debate no FONASEFE sobre a construção  da Greve do Funcionalismo Federal com eixos centrais  focado na Luta contra a PEC 241, PLP 257 e Projetos de Leis que atacam os direitos dos trabalhadores e a soberania do País.
3. Seguir fazendo o debate e participando dos Fóruns junto às Centrais sindicais na construção de paralisações nacionais e da greve geral.
4. Deflagrar imediato ESTADO DE GREVE na base da federação,  com assembleias periódicas, que irão avaliar a construção do calendário proposto e da conjuntura.
5. Orientar os sindicatos da sua base a construir assembleias unificadas e criação de comitês em conjunto com docentes e estudantes, para avaliação da conjuntura e diagnóstico orçamentário das instituições diante dos cortes e suas implicações nas políticas acadêmicas, administrativas e de gestão de pessoas.
6. Orientar os sindicatos de base priorizar o  aprofundamento do debate formativo com o conjunto da categoria – acerca dos seguintes temas: PEC-241, PLP 257, Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista, Cortes no Orçamento das Universidades, Projetos que comprometem o acesso a Universidade, Financiamento da Educação, Escola Sem Partido.

RESOLUÇÕES SOBRE 30 Horas

A FASUBRA – como representante legal de todos os trabalhadores técnico-administrativos em educação delibera:

01. Unificar nacionalmente as lutas por “30 hs para todos” – com paralisações nacionais para pressionar as reitorias a usarem a discricionariedade prevista em Lei e a autonomia universitária na defesa das “30 horas para Todos”.
02. Promoverá reunião das assessorias jurídicas com a finalidade de construir peças jurídicas e políticas que, fundamentadas em experiências, como a do CEFET de pelotas, garantam as “30 hs para Todos” e o direito de todos  os técnico-administrativos em educação participarem de todas as atividades sindicais, principalmente paralisações e Greves.

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