Irajá Penha

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Irajá Penha

Irajá Silveira Penha é nascido em Florianópolis e foi criado no bairro do Estreito, área continental da Capital. Ele foi o primeiro técnico em radiologia do Hospital Universitário da UFSC, onde se aposentou há 18 anos. Aos 71 anos, Irajá mantém até hoje o hábito de visitar periodicamente o setor de radiologia do HU, onde diz que as coisas mudaram muito com a chegada de novas tecnologias e a ampliação dos cuidados com a segurança na atividade que exerceu por mais de 30 anos.
Filho de dona Gertrudes Lang Silveira Penha, empregada doméstica de Brusque de origem alemã e do seu Saul Silveira Penha, que trabalhava na empresa da família Hoepcke. O pai era terceiro maquinista na empresa de navegação que fazia as viagens de cabotagem pelo litoral catarinense entre a Capital e o Sul e o Norte do País nos navios Carl Hoepcke e Anna, até se aposentar e ir trabalhar na loja de ferragens dos Hoepcke.
Ele nasceu em 10 de maio de 1945, quatro meses antes do final da segunda guerra mundial. Ao ouvir as histórias sobre a guerra contada pela mãe Irajá se interessou pela vida militar e foi servir no escritório da área de recrutamento do Exército e depois passou pelo 14 Batalhão de Caçadores do Estreito, onde fazia as instruções e de onde deu baixa aos 20 anos. Foi na década de 60, limpando o banheiro do batalhão que ele ouviu no rádio a música O Calhambeque, de Roberto Carlos, e tomou gosto pelas músicas da Jovem Guarda e também dos Beatles. Na época Irajá estava com 22 anos e conta que passou a frequentar bares e as festinhas americanas para dançar com as garotas e se divertir com os amigos. Largou a farda quando arrumou o primeiro emprego na extinta Rádio Santa Catarina, como atendente. Como o salário era magro foi trabalhar no Hospital de Caridade onde conheceu o médico radiologista Vanildo Ozelame, mestre que lhe ensinou as primeiras lições como operador de Raio-X. “Ali foi meu hospital escola e onde passei 12 anos”, conta.
Depois que virou braço direito do dr. Vanildo ele foi para a Universidade em 1965, quando a Reitoria era na rua Bocaiúva. Ele manteve os dois empregos, no Caridade pela manhã e à tarde na universidade. Estava da implantação do setor no hospital na década de 1980. Como grande parte dos trabalhadores da área da Saúde, manteve vários empregos e chegou a ter vínculo como funcionário do Estado. Para enfrentar os salários que eram magros, fez concurso para a Fundação Hospitalar, passou em segundo lugar e foi trabalhar fazendo plantões no Hospital Infantil. Durante o governo Collor, quando teve que optar por um dos empregos públicos, acabou escolhendo a universidade.
Destaca que foi na UFSC que teve oportunidade de se aprimorar na profissão, e Irajá se emociona ao relembrar. “A universidade foi uma mãe para mim, pois tive possibilidade de fazer cursos e participar de congressos em diversos estados do Brasil acompanhando a evolução e instalação de novos equipamentos na área”, ressalta. No setor de radiologia do HU, que costuma visitar para colocar o papo em dia, ele faz questão de citar colegas de profissão que considera como grandes amigos, como Hilton Aguiar, Carlos Pedrini, Carlos Silveira e Salésio Walter.
Católico, se diz um homem de fé e procura sempre acompanhar o programa Momento do Divino Pai Eterno, exibido pela televisão através da Rede Vida pela manhã e com reprises as cinco da tarde e oito da noite. “Tem que se apegar à palavra de Deus porque não se sabe o fim da vida”, diz. Ele lamenta a superficialidade dos relacionamentos de hoje em dia. “As pessoas dizem muito fácil eu te amo, mas o que me interessa mesmo é o companheirismo”, observa. Uma de suas atividades favoritas nas horas de lazer é dançar nos bailes da terceira idade que acontecem na Grande Florianópolis. Sempre que pode faz questão de comparecer nas festas promovidas pelo sindicato, oportunidade em que revê os amigos.

 

 

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