Isabel Maria da Silva

IMG_9935Isabel Maria da Silva, mais conhecida como Bel pelo colegas do Hospital Universitário, é natural de Florianópolis e foi criada na Costeira do Pirajubaé, depois de ter nascido em 27 de julho de 1958 em casa, no Pântano do Sul, pelas mãos de uma parteira. Desde que ingressou na UFSC, em 1987, ela trabalha no HU e gosta de contar que é uma manezi
nha nascida no Sul da Ilha e é por isso que gosta muito de praia. Bel completa 28 anos de universidade em junho próximo. Todo esse tempo ela foi copeira no hospital, e diz se sentir realizada com a função, que exerceu enquanto teve condições físicas de servir a alimentação aos pacientes internados. Atualmente trabalha como supervisora do setor, organizando a atividade das demais colegas e orientando as pessoas que iniciam na atividade. “Hoje todas as minhas amigas e amigos estão dentro do HU e do sindicato”, conta ela, dizendo que desde que a sua mãe morreu a família não se encontra mais tanto quanto anteriormente. No trabalho o contato com os colegas é diário, ressalta, destacando que a vida social é bastante agitada com os colegas, e sempre que pode com a realização de churrascos na casa de um ou de outro. Nos momentos de lazer diz que adora sair para dançar com as amigas e outro programa que gosta muito é o de acampar, principalmente no verão. Bel conta que quem costuma sofrer com discriminação no HU é o pessoal de baixo escalão, como as pessoas que trabalham na lavanderia, copeira e limpeza e que em sua esmagadora maioria são terceirizados. “Nós sofremos na pele o preconceito, do tipo um médico ou o pessoal da enfermagem não querer subir no elevador conosco quando estamos com o carrinho. Tem muito preconceito lá que a gente vê com o pessoal da limpeza e gente negra”, conta ela. A
servidora conta que já sofreu esse tipo de preconceito, e não deixou barato: “Então tá querido, então vai pela escada”. Para ela, depois que o SINTUFSC começou a incentivar as iniciativas de denúncias de assédio moral houve uma certa melhora na situação. “Já escutei gente falar que nem pode dizer que fulano é isso ou aquilo senão pode sofrer um processo por assédio moral”, diz. A servidora conta que o Hospital conta com três elevadores, sendo um usado pelas visitas e os outros dois para os profi ssionais e o transporte de macas com doentes, alimentos, medicamentos e até mesmo defuntos. Segundo Bel, a existência de seres invisíveis, como é o caso dos terceirizados, é percebida pelo fato deles não terem nem local para almoçar, enquanto os demais tem mesa para fazerem suas refeições. “Os terceirizados da limpeza não recebem alimentação durante a semana, e podem até almoçar no refeitório, mas normalmente está cheio e não tem mais lugar. Eles pegam suas marmitas e buscam um canto pra comer”, conta. “Eu senti e respondi à altura mas eles não. Eles fi cam quietos”, lamenta ela. O pessoal da universidade se impõe mais, enquanto os terceirizados fi cam quietos, afi rma Bel, que faz questão de contar ter aprendido isso dentro do SINTUFSC, na luta, para aprender a se defender lá dentro do setor. Em 2011 ela se aproximou do Sindicato e conta que antes vivia calada, muitas vezes chorando. Com a separação do marido, ela deu uma guinada em sua vida pessoal e e diz que hoje em dia ninguém tira desaforo com ela. “Eu sei os meus direitos e os meus deveres. É preciso se impor, dizer com educação que tu me respeite para ser respeitado”, afi rma.

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