Vanderlei Oscar do Espírito Santo

vanderleiVanderlei Oscar do Espírito Santo, 53 anos, é natural de Florianópolis e passou a infância e adolescência na Pinheira. Seu pai era pescador e sua mãe servente do colégio. Cresceu e estudou na Pinheira e também na Enseada do Brito. Para continuar os estudos, se mudou para Coqueiros depois dos 15 anos. Mais tarde, já em Florianópolis, ingressou no Instituto Estadual de Educação mas as necessidades caseiras fizeram com ele mudasse os planos. “Não consegui completar o segundo grau porque tive que trabalhar”, explica. Trabalhou como servente de pedreiro, em loja de roupas, na rádio Guarujá. Em 1980 ele foi contratado pelo Hospital Universitário da UFSC como assistente administrativo. “Trabalhei no departamento de recursos humanos do HU por um ano. Depois fui transferido para o DRH da reitoria onde fi quei um ano e meio. Depois voltei para o HU, para recepção da emergência plantão noturno no qual estou até hoje”, conta.

Durante trinta anos trabalhando no plantão noturno do HU aconteceram várias histórias. “Vi muitos atendimentos. Muitas pessoas foram salvas mas, infelizmente, outras não foram”. Vanderlei conta que dá atenção para a parte social, que no hospital não tem. “Muitas vezes chegam pessoas necessitadas, sem dinheiro para remédios, sem dinheiro para ônibus. Elas falam conosco então os funcionários fazem uma ‘vaquinha’ e ajudamos as pessoas carentes”, explica a iniciativa dos trabalhadores. “O ser humano tem que se ajudar”, completa. Vanderlei foi buscar trabalho no HU porque desde criança queria trabalhar em hospital. “Quando entrei o hospital estava sendo montado. Fui um dos primeiros funcionários do HU”, conta. “O HU sempre foi administrado pela universidade e acho que tem que continuam assim porque fortalece o ensino. Sou contra a EBSERH porque não é bom para a sociedade”, ressalta. “Este é um hospital de referência principalmente para as pessoas que vem do interior, pessoas carentes trazidas pelas prefeituras, principal motivo para que a UFSC mantenha o HU como um hospital público”, completa o trabalhador que é casado e tem dois filhos.

Ele é bem ativo no seu setor. No início do funcionamento do hospital, com estruturas ainda precárias, Vanderlei fazia um pouco de tudo para ajudar. “Quando chegavam pessoas acidentadas éramos obrigados a ajudar, a tirar do carro e colocar na maca, na cadeira de rodas. Auxiliava o pessoal da enfermagem. Éramos uma equipe e o primeiro atendimento, o primeiro contato é com a recepção, comigo”, explica. Vanderlei diz que hoje o hospital está se equipando a cada dia, se modernizando mas a situação dos trabalhadores deixa a desejar. “Falta muito profi ssional na área e também espaço físico”. Outra preocupação de Vanderlei é a terceirização. “Eles recebem pouco e não tem a preparação adequada. Nós que temos que ensiná-los”. Sobre o sindicato, o trabalhador é fi liado desde que entrou no HU. Por conta do horário de serviço não tem muito vínculo. “Já participei da greve em 2012 e tivemos um resultado positivo”. Para o futuro Vanderlei pretende se aposentar. “Quero fazer outras coisas também. Gosto de trabalhar na minha casa e de pescar. Também tenho um plano de trabalhar na parte social como voluntário”.

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