Elza de Sousa

elzaElza de Sousa, 62 anos, é natural de Florianópolis e sempre viveu na ilha. Nascida na casa da mãe em uma época em que as parteiras eram mais atuantes, Elza teve uma infância difícil por causa da situação econômica da família. Criada no bairro Serrinha, os 10 filhos frequentaram a escola até serem alfabetizados. Todos auxiliavam a mãe nos trabalhos de lavandeira. Com oito anos foi trabalhar “em casa de família”. “Fiquei uns dez anos trabalhando em casa particular. Quando completei 16 anos voltei para casa para auxiliar minha mãe que estava doente”. Aos 18 anos Elza foi trabalhar na Celesc como terceirizada quando, em 1977, passou no concurso na UFSC e iniciou sua vida na universidade. “Nos primeiros dias de trabalho aqui, eu me casei e vim trabalhar no RU”, conta. Nessa época a universidade não tinha a estrutura que tem hoje. “O restaurante era de madeira e o piso era encerado. Trabalhava no turno do almoço e jantar”, lembra que o marido a trazia até a porta por conta do medo que sentia. “Não tinha todos esses prédios, era tudo escuro. Hoje tenho mais medo por conta da violência”, compara. A trabalhadora explica que o serviço no restaurante universitário era muito difícil, diferente dos processos mais tecnológicos de hoje. “Eu tinha 42 quilos, era muito magrinha. Eles achavam que eu não ia dar conta do trabalho”. Ficou no setor por dedicação e capacidade. “Um dia eu desmaiei e fiquei cotada para ser demitida mas fui levando e estou até hoje”. Atualmente Elza é chefe de pessoal no RU. “Levantei a cabeça e me dediquei muito ao trabalho”. Mãe de 3 filhos conta que só faltou no serviço por motivo de resguardo da gravidez. “Visto a camisa pelo RU”, conta sorridente. “Estava pronta para me aposentar e a Deise me convidou para ficar com ela trabalhando e estou muito feliz”. Depois desse tempo todo de dedicação Elza conta que recebeu uma homenagem do Reitor Álvaro Prata. “Não tenho contato com os pró reitores”. Ela conta que quando havia congressos os trabalhadores do RU dormiam no local para preparar alimentação. “Tudo que consegui na minha vida foi trabalhando aqui”. Elza explica que gosta mesmo é de trabalhar. “Não faço nada além disso. Quando saio daqui vou para casa e preparo o lanche dos meus netos e depois tomo meus remédios e vou dormir. Depois que me aposentar vou começar a fazer alguma coisa”. Elza conta que desde que entrou na UFSC é sindicalizada no Sintufsc. “Não simpatizava com as diretorias anteriores mas esta que está agora está sendo muito boa. Tenho participado das festas que são muito boas”. Para o futuro Elza diz que os planos não estão bons. “Minhas irmãs dizem para eu ficar em casa cuidando dos netos. Meu filho diz que isso não é bom porque eles vão me cansar, que isso vai prejudicar minha saúde”. Diz que está pensando em participar das atividades da Apopen.

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