Clausio Nei Silva

clausioClausio Nei Silva, 46, é natural de Florianópolis, nascido no continente. Estudou no ensino normal e em escola pública. Fez graduação em universidade particular, fazendo o curso de história na Univali.
Estudou na Escola Técnica Federal e passou um tempo trabalhando com prótese dentária, em um consultório odontológico. “Depois disso já ingressei no setor público”, conta. Em seguida, em 1986 fez o concurso para a universidade na vaga de digitador. “Via a UFSC como um outro universo que queria explorar”, conta.
Clausio passou no concurso para a universidade depois que se formou na Escola Técnica Federal. “Naquele tempo eu estava em um convênio entre a UFSC e o Ministério do Trabalho e eu pude optar em ficar no ministério ou ir para a universidade e optei pela UFSC. Isso foi em 1988”, relata.
Na UFSC ele trabalhou no NPD e depois foi para o DRH. “Teve uma época no DRH que foi muito corrido. Ás vezes chegávamos lá às 8 e saíamos meia noite. Todos os locais onde trabalhei na universidade foram de muito trabalho”, explica.
Trabalhou também no setor de Farmacologia, no centro da cidade. Depois foi transferido para a Prefeitura Universitária, voltou para o DRH e hoje está lotado na PU, no setor de compras e pessoal. “Sempre sentia prazer em fazer as tarefas mas hoje em dia sinto que há um descaso com o servidor pela desvalorização com o salário. Depois de todo o tempo que muitos servidores tem na universidades eles tem o salário parecido com o de um iniciante”, desabafa.
Quando iniciou o trabalho na UFSC o trabalhador conta que o regime era mais rígido. “Não havia muita flexibilidade de horário. Tínhamos medo até de sair pra tomar um cafezinho. Ainda era o regime Celetista (sob as regras da CLT) o que até causava um tipo de freio. Era muito trabalho”, diz. “Com o tempo vamos tomando mais consciência da carreira, do que queremos para o futuro”, diz.
Relata que as coisas estão mudando com o tempo. “Antigamente a política de capacitação, política de informações era mais fechada. Hoje temos outros instrumentos, a intenet auxilia a conhecer mais as leis, divulga os direitos como servidor”.
Clausio conta que mesmo depois de muitos cursos de capacitação e até pós-graduação, ainda não tem a valorização salarial que acha que merecia. “Fiz o que tinha que fazer. Fiz tudo o que meu cargo permite e não temos um reconhecimento. Eu dei o meu sangue pela universidade”, reclama.
Para o trabalhador, o sindicato é uma peça importante para o bem estar do servidor. “Nas ações que a universidade vai fazer contra o servidor ele é nosso advogado”, compara. “Se não fosse o sindicato nós iríamos apelar pra onde?”. Clausio é filiado desde os tempos da associação. “Com o passar do tempo os servidores deixaram de valorizar os trabalhos do sindicato. Vejo o sindicato pedindo, implorando para que os servidores participem. Por exemplo, essa greve que aconteceu este ano. O sindicato promoveu tudo e o servidor em casa, não participou. Vejo que a Fasubra e outras centrais estão aliadas ao governo e o servidor tem que agir, tem que lutar para acabar com isso. Estão inertes”, fala.

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