Claudionor dos Santos

claudionor“O eu sou a UFSC” deste mês faz uma homenagem a um dos funcionários mais antigos, ainda na ativa, da UFSC. Claudionor dos Santos começou a trabalhar na universidade em 1965, quando o campus ainda era no centro de Florianópolis, na rua Bocaiúva. Desde o início Claudionor trabalha no Departamento de Finanças. São 43 anos no mesmo setor. Começou como “servente”, função que ocupou durante um ano. Ele conta que, naquela época, os funcionários recebiam terno, gravata e sapatos e eram obrigados a trabalhar uniformizados.
A fiscalização, por parte da chefia, era enorme e eles não podiam deixar nada desarrumado, sem limpar ou fora do lugar. O trabalhador lembra que os serventes sempre tinham que trabalhar uma hora a mais depois que encerrava o expediente. Eles enceravam os móveis e faziam toda a limpeza do setor.
As sextas-feiras eram dias de faxina, e eles ficavam na universidade até as três, quatro horas da manhã, para concluírem o serviço.
O trabalhador lembra orgulhoso que sempre contava com a ajuda do pai, que levava comida e acompanhava ele e os companheiros no serviço.
Como nunca antes havia trabalhado servindo as pessoas, diz que enfrentou algumas dificuldades. Anteriormente já havia trabalhado com publicidade, colocando panfletos nos ônibus, de lanterninha no Cine Hits e de entregador de gás.
Claudionor relembra um dos dias em que ficou mais envergonhado em sua vida.
No prédio do Departamento de Finanças trabalhavam cerca de 15 pessoas e a reitoria ficava bem embaixo. Quanto iam servir café e água, que antigamente eram somente para os chefes, tinham que carregar uma bandeja com copos e garrafas e descer e subir uma escadaria. Com a pouca experiência no serviço, Claudionor deu um passo em falso e a bandeja caiu de suas mãos, fazendo um barulho enorme. Ele lembra que quando tentava recolher as coisas espalhadas pelo chão, a maioria dos funcionários da reitoria apareceu para ver o que havia acontecido. Situação que o deixou muito encabulado.
O trabalho como servente durou aproximadamente um ano. Dedicado, o trabalhador procurou ir logo em busca de conhecimento. Passou a datilógrafo, depois oficial administrativo e, quando a reitoria foi transferida para o campus da Trindade, em 1970, já era técnico em contabilidade. Foi naquele ano que foi realmente contratado pela universidade. Anteriormente nem tinha carteira assinada. Claudionor vive na mesma casa, no centro de Florianópolis, há 50 anos, e há 38 é casado, sendo pai de três filhos e avô de dois netos. Uma das filhas também é contadora e se formou na UFSC.
O trabalhador conta que quando a reitoria foi para Trindade só existiam dois prédios. “O restante do terreno da universidade era tudo mato.”Claudionor diz que sempre se dedicou muito ao trabalho, que, para ele, “é prioridade”. Gosta das coisas bem feitas e chega bem cedo no setor. Anteriormente, quando todos os balancetes eram feitos manualmente, vinha para a universidade às cinco da manhã, para às oito passar o saldo do caixa para o reitor. O trabalho manual era bem mais difícil e desgastante.
Claudionor conta que chegava a ficar doente quando os cálculos não batiam. Por iniciativa própria pedia autorização para trabalhar nos finais de semana e passava o sábado e o domingo fazendo contas até descobrir o que havia de errado. Também carregava caixas e caixas de arquivos para casa a fim de concluir os relatórios. Ele lembra de um episódio em que havia 0,40 centavos de diferença no caixa e não sossegou enquanto não descobriu o que era. Conta que, quando descobriu, ligou para o chefe, num sábado à tarde. Ele que respondeu: “O que tais fazendo aí?”
Agora, como diretor da Divisão de Contabilidade, e prestes a se aposentar, Claudionor se sente realizado e com o dever cumprido. Pensa que já deu sua contribuição para universidade, nesses 43 anos de dedicação.
O orgulho do trabalhador é de permanecer todos estes anos no mesmo setor, que sempre foi referência para outras universidades. Ele explica que, no passado, de 15 em 15 dias vinham servidores de outras universidades para aprenderem com o setor de finanças da UFSC.
Hoje em dia o trabalho de contador é bem mais tranqüilo. É tudo informatizado e programas facilitam muito a vida dos contadores. O sistema foi todo renovado e tudo ficou mais rápido e fácil”, garante o trabalhador.
Nos dias de descanso, depois que sair a aposentadoria, Claudionor pretende dividir seu tempo entre ajudar a esposa, que é artesã, e curtir a casa de praia na Lagoa de Ibiraquera, pegando siri.

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