Alfredo da Silva

alfredoAlfredo da Silva, 78 anos, é um exemplo de dedicação à vida. Nascido em Rio da Prata, cerca de 100 Km da capital, hoje município de Anitápolis. Ficou trabalhando na roça até a idade de 5 anos. Próximo da segunda guerra mundial o carvão ficou mais importante e a família de Alfredo se mudou para Criciúma para trabalhar nas minas de carvão.
De lá eles logo saíram. “Um agricultor nunca se adapta nos trabalhos com o carvão. Meu pai arrendou um terreninho perto de Cocal para plantar feijão, milho, mandioca. Mas também não deu certo. Depois fomos para Tubarão”. Ali Alfredo começou a trabalhar com o pai na construção de um colégio, já com 11 anos de idade.
Estudou no Grupo Escolar Hercílio Luz onde cursou o curso normal regional, que era quase equiparado ao ginásio, que formava professores para lecionar no primário. Nessa época, estava no último ano e já trabalhava em um bar e restaurante, quando um encontro mudou a sua vida. “Eu abri o restaurante às 3:30 horas da manhã para fazer o café e o lanche para os passageiros que viajavam para Porto Alegre às 4:30 horas. Um dia destes chegou o diretor da rádio Tubá, Sr. Edgar Lemos, e disse ‘Alfredo, quero um café novinho e bom’. Quando fui servir disse ‘café castro 100% melhor’ e ele disse para eu repetir. Repeti e ele me convidou para trabalhar na rádio como locutor”.
“Nunca tinha visto um microfone na minha frente. Fiz um teste e ele me chamou”. A carreira como locutor iniciou no carnaval de 1952. “Fui substituir o locutor que não havia aparecido para trabalhar. Fiz a locução das 10 ao meio-dia. Estava trabalhando como locutor e no restaurante quando fui convocado para o exército”. Foi quando veio para a capital.
No exército o comandando do 14º BC fazia um programa de tango e poesia na Rádio Anita Garibaldi e pedi licença para fazer esse programa. “Mas ele exigiu que eu fosse fardado”. Depois, ainda no serviço militar, descobriu que poderia ser transferido para o Mato Grosso para ser sargento. “Fiquei com medo pois diziam que era uma terra que só tinha índios. Achei no regimento um artigo que diz que se fosse nomeado para um cargo público poderia dar baixa”. Voltou a lecionar e conseguiu sair do exército.
Foi Trabalhar em Dionísio Cerqueira, na fronteira com a Argentina. Ficou um mês e meio e foi embora. “Fui exonerado por abando. Só queria dar baixa”. Depois trabalhou na Modelar, uma casa muito famosa em Florianópolis de confecções. Quando inaugurou a Rádio Diário da Manhã na capital foi procurar emprego mas não havia vaga. “Me convidaram para a Diário da Manhã de Lages. Fui e ajudei a terminar a construção também. Trabalhei como locutor e cheguei a ser gerente da rádio. Foi o melhor salário que tive até hoje”.
Em 1957 pediu exoneração da rádio em Lages e veio para Florianópolis. “queria trabalhar na Diário da Manhã na capital pois aqui já transmitia em ondas curtas e era ouvida no mundo todo. E eu queria isso. Coisa de jovem”. Ficou na Diário da Manhã até 1969 onde fez muitas coisas. Nessa época já lecionava no Instituto Estadual de Educação, formado em História pela UFSC. Saiu da rádio Diário da Manhã e foi para a rádio Guarujá onde ficou por um ano.
No ano de 1970, lecionava na Escola Técnica Federal e no Instituto Estadual de Educação, na disciplina de história e estudante do curso de direito na UFSC. Quando abriu o concurso para professor de história na universidade e passei para dar aula no curso de sociologia. “Entrei em 1970 e dei aula até a aposentadoria, em 1999″.
A universidade era bem diferente do que é hoje. “Aqui era uma fazenda. Começou no onde era o RU e tinha umas casas de madeiras atas. Se tivesse chovido, tínhamos que tirar os sapatos e as meias para podermos assistir aulas depois. Depois foram surgindo os prédios. Me formei em direito em 1971 e já estudava no campus da Trindade”, conta.
Alfredo se associou na Asufsc desde que entrou na universidade. Depois que passou para sindicato, o trabalhador se manteve como filiado.

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