Eduardo de Almeida Isoppo

eduardoEduardo de Almeida Isoppo saiu de Criciúma aos 18 anos de idade e prestou vestibular para o curso de Física, na UFSC. Passou, em 2001, e frequenta a universidade até hoje. Fez graduação e mestrado e atualmente, aos 27 anos, é o físico responsável por três microscópios do Laboratório Central de Microscopia Eletrônica.
“Fiquei sabendo do concurso por um amigo, mas não me interessei pois nunca tinha visto abrir vaga para físico, a não ser pra professor. Depois me interessei e fui atrás”, explica o servidor que assumiu o cargo logo depois de passar no concurso.
Para Eduardo, trabalhar na UFSC é uma realização profissional. “Depois de formado eu pensava no mestrado e depois me preocupava em trabalho, onde iria atuar. Sempre foi minha preocupação. Eu não imaginava que pudesse trabalhar no que eu gosto de fazer e ainda por cima dentro da UFSC. Está sendo muito bom”, ressalta.
No LCME há cinco microscópios, quatro eletrônicos e um óptico, de última geração. Eduardo, único físico do laboratório, opera as máquinas, presta apoio aos demais técnicos, realiza manutenção desses microscópios e auxilia os alunos nas pesquisas. “Prestamos o serviço de análise microscópica de materiais biológicos e minerais para pesquisadores e alunos. A cada dia que passa há mais pedidos para trabalharmos”.
Eduardo vê que o laboratório e, conseqüentemente, seu trabalho está auxiliando muito a pesquisa científica da região. “Percebemos um aumento no número de dissertações e teses que têm sido publicadas com o nome do LCME”.
Para o futuro, Eduardo pensa em se especializar no que está fazendo. “Quero fazer um doutorado dentro do laboratório. Gostaria que tivesse mais vagas para profissionais dessa área no mercado”, lembra o servidor que também pensa em lecionar. “Tive oportunidade de dar mini-palestras e eu gosto. Se no futuro eu tiver oportunidade de dar aula vai ser legal porque eu gosto”.
“A UFSC está passando por um momento muito bom. Antigamente no curso de física aqui na universidade tinha pouquíssimas bolsas. Hoje tem muito mais. Quando eu fiz a prova do mestrado para concorrer à bolsa, havia duas bolsas para 36 candidatos. Hoje tem cerca de 17 bolsas. Estão de parabéns”, finaliza.

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