13/10/2020

Nota da Diretoria do SINTUFSC sobre as últimas sessões do Conselho Universitário

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Na sessão ordinária do Conselho Universitário ocorrida no último 29 de setembro ocorreu o relato do processo nº 23080.030665/2020-52, que tratava da proposta de Regimento Interno da Comissão Interna de Supervisão da Carreira dos Técnicos Administrativos em Educação (CIS) da UFSC. Para este processo foi designada como relatora a Conselheira representante dos Técnicos Administrativos em Educação (TAEs), Sandra Regina Carrieri, que também é diretora do SINTUFSC.

O parecer apresentado pela relatora Sandra destacou a relevância do tema para a comunidade universitária, em especial TAEs na UFSC, que desempenham diversas funções fundamentais na instituição relacionadas aos processos de Ensino, Pesquisa e Extensão, que são o tripé da Universidade. Houveram algumas sugestões de acréscimo ao texto e foi ressaltado que a CIS já vem desenvolvendo um trabalho muito importante na UFSC e que a aprovação de seu regimento é a garantia de que este trabalho continue sendo desenvolvido com excelência, normatizando ações e garantindo um espaço em que haja uma instância recursal para os TAEs, assim como existe a CPPD para os Servidores Docentes na UFSC.

Entretanto, o processo, que deveria ser simples, no qual os questionamentos realizados na sessão foram devidamente sanados pela relatora e aberto a sugestões, teve sua aprovação interrompida por meio de um pedido de vistas do Conselheiro Ronaldo Barbosa, representante eleito da categoria dos TAEs e designado ao cargo CD-4 de Diretor do Departamento de Inovação – DIT/SI em portaria publicada em 23 de julho. O mesmo Conselheiro que na sessão extraordinária do Conselho Universitário ocorrida em 19 de agosto de 2020 apresentou um parecer que rejeitou o pedido de reconsideração dos representantes discentes em relação à Resolução Normativa nº 140/2020/CUn. Esse pedido de reconsideração, protocolado no SPA em 21 de julho, tratava da solicitação de garantia de condições mínimas para os estudantes durante esse momento de pandemia, e buscava, por exemplo, impedir a realização de atividades avaliativas síncronas, para assegurar que nenhum estudante perdesse avaliações por problemas de conexão. Além desse, outros três pedidos de reconsideração foram rejeitados (grifos nossos).

Sem considerar a opinião de seus pares dentro deste Conselho, simplesmente ponderou ser mais viável uma negação neste momento, do que ouvir o clamor dos discentes desta universidade. Apresentou um parecer que caiu como uma luva para as posições da gestão e da reitoria, pois por meio de uma verdadeira ginástica argumentativa, abusando do juridiquês e de inferências parciais, foi construído de tal forma que impedia uma saída de mediação (como a possibilidade votar ponto a ponto do pedido de reconsideração) amarrando o assunto em um bloco que deveria necessariamente ser aprovado ou reprovado na íntegra.

Mas esta questão tomou uma proporção maior após a manifestação pública e política de seus pares na sessão no CUN, pois este mesmo representante, que busca esconder suas ações políticas por trás de questões supostamente técnicas, por meio de seu dicionário pseudo-rebuscado, como no uso de termos comuns ao meio jurídico, agiu de forma intolerante e preconceituosa, não somente aos seus colegas de bancada, mas também em relação à direção do SINTUFSC, que classificou em redes sociais como “esgoto” e “essa gente”, não respeitando assim a crítica política que recebera, no qual se afirmou a não concordância e não conivência com o parecer exarado e o direito de manifestação contrária a ele.

Reforçamos que, enquanto representantes dos trabalhadores, discordamos veementemente de posturas adotadas que venham a reduzir direito de igualdade de condições para todos, e também, que não concordamos com o incitamento de ódio postado em rede social pelo membro da administração central, em que produz acusações infundadas ao sindicato por esse simplesmente fazer o seu trabalho legítimo que é a defesa política da categoria e a denúncia de articulações que venham de encontro aos interesses dos TAEs em qualquer espaço da Universidade.

Sabemos muito bem o que defendemos, onde estamos e o que queremos e nosso objetivo é a defesa dos trabalhadores e trabalhadoras, daqueles que não têm direito a voz, da igualdade de condições, da conquista de direitos sociais, da universidade pública, gratuita e de qualidade, e isto se chama consciência de classe, pois nos identificamos como trabalhadores, como TAEs e como sociedade, considerando que a recíproca não é verdadeira por parte deste Conselheiro.

O SINTUFSC espera que saibamos transformar estes fatos, que representam a perda de uma cadeira no Conselho, uma vez que esta representação não está mais a serviço da categoria que o elegeu, e sim da Administração Central, num avanço de consciência política e na sabedoria que ensina que processos eleitorais devem ser tocados com responsabilidade e consequência. Que esse exemplo sirva para nos aproximar como categoria, colocando no seu devido lugar aqueles que realmente lutam pelos trabalhadores e aqueles que nos enxergam como “essa gente”.

E afirmamos que o rei não está nu, o rei está bem vestido, distribuindo troféus aos seus súditos, pois estes lhe garantem a vestimenta e a liberdade de atuação sem limites. Na UFSC estes troféus vêm em forma de Cargos de Direção e regalias! Resta saber agora que troféu se ganhará postergando mais ainda um regimento que vem com propósito de favorecer e amparar os TAEs na UFSC!

Diretoria do SINTUFSC, Juntos Somos Mais Fortes!

Outubro de 2020.

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