15/09/2020

DIA NACIONAL DE LUTA CONTRA O ENSINO REMOTO

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O Dia nacional de luta contra o ensino remoto nas Universidades brasileiras aconteceu nessa segunda-feira (14). Organizado a partir de uma reunião nacional com diversos movimentos que denunciam a precarização das universidades públicas do país e os problemas do ensino remoto. O Dia foi marcado por diversos atos virtuais e discussões para debater sobre a qualidade de ensino e da formação universitária e a defesa da universidade pública, gratuita e de qualidade.

Em Florianópolis a Frente pela Educação de Qualidade, contra o ensino remoto na UFSC e UDESC, afirmou que o objetivo do Dia é organizar coletivamente a insatisfação com a precarização das universidades e lutar nacionalmente pela defesa da educação. “Um dia de luta para manifestar a favor de uma educação de qualidade e pela vida de nossa classe, que enfrenta cotidianamente o medo da morte e do desemprego!” relataram nas redes sociais.

Leticia Regiane da Silva, tradutora/ interprete de Libras/ português na UFSC e diretora no Sintufsc, relata que antes de ser definida a modalidade de ensino remoto na UFSC estava trabalhando com as demandas que surgiam como reuniões, discussões do Conselho Universitário e outras atividades. Agora estão acompanhando as disciplinas da graduação e pós-graduação. “O trabalho tem sido feito apesar da quantidade insuficiente de interpretes”, denuncia.

Leticia também é mãe e acompanha a filha de 09 anos durante as atividades de aula através do ensino remoto. “O que observo é uma frustração em relação ao ensino, minha filha tem que fazer as tarefas e nem sempre essa demanda é suprida pelos professores. Como servidora, percebo que acontece também um “embolamento” de tudo. A gente acorda e dorme com as atividades do trabalho”, relata.

Mesmo com as orientações das aulas síncronas e a flexibilidade de horários a decisão tem sido tomada por cada professor. O que muitas vezes não leva em conta o tempo de aprendizado de todos os alunos. Como interprete em sala de aula, Leticia, diz que nem todos os alunos conseguem acompanhar de maneira síncrona e os alunos surdos nem sempre conseguem se colocar. “A velocidade do som é mais rápida, os outros alunos (que não são surdos) quando fazem alguma intervenção são atendidos. Mas quando um aluno surdo coloca a discussão no chat a aula já andou. Nem todos estão sendo atendidos da mesma forma. Isso aumenta a exclusão.”

Leticia mostra que esse foi um debate (sobre o ensino remoto) que não abarcou todo mundo e nesse momento o ensino presencial é inviável. Por estar condicionado ao uso da vacina contra a Covid-19 e que depende da vacinação massiva da população. “No caso do ensino remoto, o debate deveria ser feito no intuito de não ter que dar conta dos conteúdos. Seria muito mais válido um debate sobre o que nós como seres humanos estamos passando nesse momento (de pandemia) do que ter que dar conta dos conteúdos programáticos”, afirma.

A UFSC nesse momento passa pelas suas primeiras semanas de retomada do semestre letivo de forma remota. Além desses problemas relatados no ensino remoto, ainda há vários questionamentos que devem ser feitos, como a abertura para privatização das universidades públicas, terceirização do ensino, entre outros que foram abordados no Dia nacional de luta contra o ensino remoto.

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