20/04/2020

PROFISSIONAIS SEM EQUIPAMENTO E ALOJAMENTO ADEQUADOS NO HU

alojamento hu 2

Profissionais de saúde continuam denunciando a distribuição inadequada de equipamentos de proteção individual (EPI) no Hospital Universitário Polydoro Ernani de São Thiago (HU). Também chegaram ao sindicato fotos de camas improvisadas no chão e imagens do sistema de almoxarifado do HU onde constam pelo menos 7 mil máscaras e mais de 3 mil aventais.

Um relato que vem da UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital denuncia que os profissionais que trabalham na chamada “ala não Covid” não recebem toucas e estão sendo obrigados a utilizar uma única máscara por 12 horas quando o adequado, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), seria trocar a cada 4 horas.

No mesmo relato, agora sobre a ala dos pacientes que testaram positivo para Covid-19, está a denúncia de que enfermeiros e técnicos receberam uma máscara N95 para utilizar por tempo indeterminado e, por turno, recebem duas luvas, um avental de 30g e uma touca.

Segundo a Anvisa, o avental ideal para atividades como banho e troca de fralda seria o de 45g que traz forro interno de plástico. Mas o avental de 45g só estaria sendo distribuído para médicos durante a intubação e não para enfermeiros e técnicos nos cuidados ao paciente.

Ainda de acordo com o autor da mesma denúncia, as luvas são frágeis, rasgam com facilidade e muitas vezes são disponibilizadas em tamanhos inadequados ao profissional. Há ainda a reivindicação de que o HU compre balaclavas para proteção do pescoço e cabelo a exemplo das utilizadas em hospitais de outros lugares do mundo que enfrentam o mesmo problema.

As fotos de camas improvisadas no chão com cobertores e colchão em péssimo estado de conservação sobre uma mesa, mostram a falta de estrutura básica para os profissionais que encaram plantões longos e estressantes no HU.

Outra reclamação de alguns setores é a resistência de algumas chefias em utilizar o plantão de 12 horas que não prejudica em nada a rotina de trabalho e evita que os profissionais venham diariamente ao hospital gerando mais deslocamento, mais exposição e mais gastos de material de proteção.

De acordo com a diretora do Sintufsc, Brenda Piazza, “o sindicato repudia o descaso da Superintendência, o tratamento diferenciado entre os profissionais e a falta de respeito à vida praticada no HU, e saúda os profissionais do hospital que seguem trabalhando, apesar dos riscos. O Sintufsc seguirá denunciando os problemas e levando as questões à justiça, se necessário.”

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